A Importância de ser Perfeito

Sala Fernanda Montenegro

“Um espetáculo agradável, divertido, inteligente, uma bela amostra de que teatro é bom quando é bom teatro”. Barbara Heliodora

Os diálogos de cáustica observação da hipocrisia social, com o toque espirituoso e irônico sobre os códigos de convivência fazem dessa envolvente comédia uma peça de duradouro alcance”. Macksen Luiz

“A Importância de ser Perfeito”, dirigida por Daniel Herz, transporta a ação dramática da Londres vitoriana para o Brasil dos dias de hoje e ganhou, em 2014, três importantes prêmios: APTR (Figurino e Ator Coadjuvante para George Sauma), Shell e Cesgranrio (ambos na categoria Figurino); além dos Prêmios FITA de Melhor Direção, Categoria Especial pela tradução e adaptação e Melhor Espetáculo segundo o Júri Popular. A montagem cumpriu sua trajetória de sucesso no Rio nos teatros da Caixa Cultural, Maria Clara Machado, Vannucci, Leblon e Miguel Falabella.

Uma vida de fanfarronices ou uma vida mais cordata? Casar por amor ou por conveniência? Manter uma vida de aparências ou assumir sua verdadeira origem? Esses são alguns dos paradoxos presentes na comédia “A Importância de ser Perfeito”, adaptação de Leandro Soares (criador da série “Vai que cola”, líder de audiência no segmento) para o clássico texto de Oscar Wilde, “The importance of being Ernest”.

A adaptação narra a história de José Dourado, um homem que usa uma identidade dupla para poder se divertir sem comprometer sua imagem de rico herdeiro e acionista das telecomunicações. Seu melhor amigo, Agenor Nabuco, se vale disso para invadir a fazenda de José e, então, conhecer a sedutora Cecília Feijó, sobrinha de consideração do amigo. Agenor é primo de Patrícia Lobato, por quem José está apaixonado, mas Tia Augusta, mãe de Patrícia, é contra o relacionamento. Impedimentos amorosos também serão impostos à governanta Dona Glorinha e ao pastor Saulo Malaquias. Então uma trama do passado vem à tona para mudar o rumo dos personagens na história.

A montagem foi idealizada pelos atores Leandro Soares, George Sauma, João Pedro Zappa e Pedro Tomé.

Na peça, os papéis femininos são desempenhados por atores homens do coletivo e mais três atores da Companhia Atores de Laura. Essa concepção de androginia, que a direção incorporou ao trabalho, ganha forma e cor nos figurinos, nos quais os elementos masculinos e femininos coexistem e se misturam. A música é tocada ao vivo pelos próprios atores, que também são músicos, em sua maioria.

A opção por homens em papéis femininos foi inspirada no ensaio O epiceno inglês – The importance of being Earnest, de Wilde, da professora e ensaísta americana Camille Paglia, publicado no livro Personas Sexuais, de 1990. O artigo levanta um olhar crítico sobre a androginia dos personagens e tornou-se a principal base teórica na criação do espetáculo.

Sobre Oscar Wilde:

Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin, na Irlanda, no ano de 1854, e morreu em 1900, auto-exilado em Paris, aos 46 anos de idade. Engenhoso dramaturgo e inspirado frasista, deixou poemas, romances, contos, ensaios e peças de teatro que compõem uma das principais obras literárias da língua inglesa. Entre suas obras mais conhecidas está o romance O retrado de Dorian Gray, as novelas O fantasma de Canterville, O crime do Lord Arthur Savile, o ensaio A alma do homem sob o socialismo, o poema A balada do cárcere de Reading e o texto de introspecção De profundis. Do período de grande sucesso literário e profissional estão as peças Salomé, O leque de Lady Windermere, Um marido ideal e A importância de ser Prudente.

- Teaser 1:  www.youtube.com/watch?v=8fVQp7u4cpo

- Teaser 2: www.youtube.com/watch?v=9vXstJhqY-g


Texto: Oscar Wilde

Tradução e Adaptação: Leandro Soares

Direção: Daniel Herz

Elenco: Leandro Castilho, Leandro Soares, George Sauma, João Pedro Zappa, Anderson Mello, Marcio Fonseca

Pedro Tomé, Samuel Toledo, Stand-ins: André Dale, André Sigaud, Cadi Oliveira e João Sant’Anna

Produção Executiva: Amanda Cezarina

Idealização: Leandro Soares, George Sauma, João Pedro Zappa e Pedro Tomé

Figurinos: Thanara Schönardie

Cenário: Nello Marrese

Iluminação: Aurélio de Simoni

Música original e direção musical: Leandro Castilho

Fotografia: Dalton Valério

Programação Visual: André Vants e Raquel Alvarenga

Realização: Nevaxca Produções e Pantaleão Produções Artísticas



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