Atreva-se

Sala Marília Pêra

Atreva-se é uma comédia onde nada é exatamente o que parece ser! Numa atmosfera explicitamente inspirada no antigo cinema noir, o espetáculo divide-se em quatro seqüências de mistério e humor. Dirigida com a inventiva cômica de Jô Soares, a história nos traz uma nova surpresa a cada virada da trama.

Como se estivéssemos num Trem Fantasma daqueles antigos parques de diversões. A Mansão Um corretor de imóveis mostra a uma empolgada cliente as maravilhas de uma velha mansão de construção clássica, defronte a um enorme parque municipal. Ela está ansiosa por assinar os papéis e ele diz acreditar que não haverá grandes impedimentos, uma vez que o imóvel teve apenas dois inquilinos antes dela. Antes de saírem, o corretor, num tom algo dúbio, deseja à sua cliente que ela seja tão feliz na mansão quanto os que ali um dia já viveram. Esta seqüência se passa no ano de 1963.

O Medo Numa ensolarada manhã, no final da década de 20, uma sóbria governanta cruza a elegante sala da velha mansão, cuidando de pequenos detalhes no ambiente. Lá vivem apenas um homem inseguro, preso a seus medos e a uma cadeira de rodas, e sua irmã, uma mulher segura e assoberbada pela tarefa de cuidar de tudo na vida dos dois. Ela precisa fazer uma viagem de negócios, o que a deixará longe de casa por alguns meses e seu amedrontado irmão não consegue conviver com a ideia de ficar ali, sozinho, por tanto tempo apenas em companhia de sua sinistra governanta.

O Pacto Numa noite quente, no início da década de 40, duas primas, agora moradoras da velha mansão, aguardam pela chegada de um antigo colega de juventude. Pelo que conversam, supõe-se que as duas tem algo tramado (e certamente nada muito confiável) para quando chegar o visitante. Finalmente o aguardado amigo chega e as duas o recebem com ensaiado entusiasmo. Na verdade, os três estão ali para cumprir um pacto feito na tarde do dia de sua formatura. Eles se encontrariam, houvesse o que houvesse, trinta anos após aquele dia, para saberem os rumos de suas vidas.

Mas algo estranho aconteceu naquela mesma noite, durante o baile de formatura. E a simples menção desta data, causa uma desconfortável reação nos três. Reação que se explicará pelas misteriosas revelações que se seguem noite afora. De Volta à Mansão De volta ao tempo da primeira seqüência (A Mansão), a nova inquilina tenta organizar sua mudança na velha mansão.

Em meio a caixas abertas e objetos esparramados, recebe a visita do corretor, que aparece num gesto de cortesia. No rápido diálogo que travam, os dois fazem novas e surpreendentes descobertas a respeito de suas identidades o que deixará, com certeza, a plateia também bastante surpresa. E assim termina nossa comédia.


Texto: Mauricio Guilherme

Direção: Jô Soares

Elenco:

Marcos Veras

Júlia Rabello

Mariana Santos

Carol Martin

Iluminação: Maneco Quinderé

Cenografia: Chris Aizner

Figurinos: Fábio Namatame

Direção Musical: Eduardo Queiroz

Fotografia: Priscila Prade

Direção de Arte Gráfica: Natasha Precioso

Colaboração de texto: Luciana Sendyk

Assistente de Direção: Antonio Colossi

Projeção: Paulo Fax

Locução em Off: Guilherme Sant’Anna

Produção: Rodrigo Velloni

Produção Executiva: Giovani Tozi

Administração Financeira: Vanessa Velloni

Assistente de Produção: Fabio Nascimento

Realização: Velloni Produções Artísticas

 



2 comentários
  • Jô Soares sempre arrasa nas suas direções, e certamente ele não dirigiria essa peça se realmente não valesse a pena. Divertidíssima, bastante dinâmica – você não sente o tempo passar – e muito bem escrita, trilha sonora sensacional e boas risadas garantidas, me diverti muito, realmente muito engraçada!

  • RAFFAEL PERDIGÃO disse 20 de maio de 2013 às 18:36

    EXCELENTE PEÇA, ¨NOS PRENDE¨À CASA SEGUNDO, C/ 1ÓTIMO TEXTO E INTERPRETAÇÃO DOS ATORES, SEM FALAR ILUMINAÇÃO E TRILHA SONORA, 1 PEÇA Q ÄINDA NOS DÁ RECOMENDAÇÃO; CONSELHO¨, DIANTE D CERTAS SITUAÇÕES, SE DEUS QUISER VOLTAREI P/ VER NOVAMENTE, TODA EQUIPE E PRODUÇÃO, ESTÃO D PARABÉNS!!!

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