Callas

Sala Fernanda Montenegro

O espetáculo é a montagem de um documentário vivo com os comoventes relatos de uma artista iluminada pelos Deuses e de uma frágil mulher em busca de amor.

Marília Pêra, que interpretou a diva em ‘Master Class’, de 1996, volta se debruçar sobre a vida da cantora dezoito anos depois, dirigindo Silvia Pfeifer e Cássio Reis no espetáculo ‘Callas’, texto inédito de Fernando Duarte, que assinou “À beira do abismo me cresceram asas”, e “Orgulhosa demais frágil demais”.

Nesta obra teatral, partilhamos as dúvidas e medos de uma mulher que começou por cantar nos piores bares da Grécia e, por amor, esteve disposta a renunciar à sua maravilhosa voz.  Era “La Divina Callas”, a imperatriz do Bel Canto, e deixou como herança uma voz imortal. Nada se compara ao poder de sua voz. A diva das divas, única, uma força da natureza. A indomável Callas, geniosa, intempestiva, era regida pelos sentimentos.

Em 16 de setembro de 1977, o mundo perdeu uma de suas maiores divas, Maria Callas faleceu aos 53 anos, vitima de um ataque cardíaco. Sua história de vida foi tão dramática quanto às personagens que interpretou nas óperas. A maior soprano da história e um dos maiores mitos do século XX, que teve sua vida marcada por glórias e tragédias, completaria 90 anos no dia 02 de dezembro de 2013. Ela revolucionou a história da ópera e ainda hoje é considerada a maior cantora lírica de todos os tempos.

 

O espetáculo

Paris, 15 de setembro de 1977, um dia antes do falecimento, Maria Callas vai ao encontro do jornalista e amigo John Adams para ajudar na organização da abertura de uma exposição sobre sua vida e carreira. Entre figurinos, jóias, quadros, discos e imagens, a cantora lembra da sua trajetória gloriosa no mundo lírico e aos poucos vai se desarmando, tira a máscara e mostra o abismo que sempre existiu entre a diva do palco e a mulher do dia a dia. Fala da carreira de sucesso, do fim do casamento, do conturbado relacionamento com Aristóteles Onassis, da morte do filho, entre outros assuntos que surgem no decorrer do encontro.

Callas foi uma vitima do estrelato excessivo e sua trajetória  mostra como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida.

Silvia Pfeifer empresta seu porte para interpretar Maria Callas e Cassio Reis dá vida ao jornalista, amigo e admirador John Adams.

Os figurinos são de Sonia Soares, a trilha de Paulo Arguelles, projeções de Paola Soares, luz de Paulo Cesar Medeiros e cenário de Rafael Guedes.

 


Autor: Fernando Duarte

Direção: Marília Pêra

Elenco: Silvia Pfeiffer e Cássio Reis

Figurinista: Sonia Soares

Cenógrafo: Rafael Guedes

Design de luz: Paulo Cesar Medeiros

Trilha Sonora: Paulo Arguelles

Design de som: Alessandro Person

Direção de projeções: Paola Soares

Visagismo: Evânio Alves

Assistente Marilia Pêra: Nilza Guimarães

Assistente de direção: Mayara Travassos

Assistente de figurino: Juliana

Confecção  de  figurin0s: Neiva Mota

Design gráfico: Ronaldo Filho

Fotos material gráfico: Renata Dillon

Foto Maria Callas: Houston Rogers

Assessoria de imprensa: Will Comunição e Luiz Menna Barreto

Produção executiva: Fernando Duarte

Direção de produção: Cássia Vilasbôas

Produtores associados: Cássio Reis e Fernando Duarte

Realização: NOVE Produções Culturais



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