Diários do Paraíso

Sala Marília Pêra

O texto é inspirado na aventura de estrangeiros que, a partir da década de 1930, tentavam a sorte no seringal amazônico, enfrentando a floresta febril, a morte por doenças tropicais, entre outras agruras, enquanto viam seus destinos drasticamente transformados. Deixavam seus países de origem – a maioria veio da América do Norte – durante a crise mundial, num momento de quase guerra, para aqui terem seus corpos e almas abertos pela floresta.

A peça conta a história de Ted Klein (Jaime Leibovitch), um renomado escritor e professor americano, que perto dos 80 anos, sai de Nova Iorque para morar nos arredores do que sobrou do seringal que viu nascer e da cidade construída por seus compatriotas à beira do rio Tapajós, onde, quando jovem, viveu uma trágica paixão pela sua ”bela e proibida prima”. Neste ambiente o escritor vive uma intensa relação de trabalho, companheirismo e crescente afeto por sua jovem assistente, Laura (Monique Deboutteville) – que o ajuda a escrever seu novo e biográfico livro – ao mesmo tempo em que ele invoca figuras e situações de sua juventude, através de suas memórias afetivas e lembranças familiares, trazidas por três diários que ele, aos 15 anos (Ray Lucas), a irmã Stella, com 16 (Klaís Bicalho) e a prima Chava, com 17 (Fernanda Thuran), teriam escrito quando adolescentes.

Nesta encenação, que procura trazer o ambiente sufocante e sedutor da floresta , passado e presente são mostrados sobrepostos, e a utilização do vídeo foi a forma encontrada para  trazer o clima da imensidão da selva para dentro do espetáculo. No início de 2011, a produção viajou para o Pará (Belém e várias locações na Ilha de Marajó) onde foram filmadas as cenas da juventude dos personagens, que serão exibidas em vídeo, em determinados momentos da peça.


Texto e direção: Caio de Andrade

Elenco: Jaime Leibovitch (ator convidado), Fernanda Thuran, Klaís Bicalho, Monique Deboutteville e Ray Lucas (Grupo 4 Pontas).

Idealização: Caio de Andrade, Jaqueline Priston e Grupo 4 Pontas

Cenografia: Sérgio Marimba

Figuro: Antônio Medeiros

Iluminação: Tomás Ribas

Trilha sonora: Felipe Storino

Preparadora corporal/diretora assistente: Miwa Yanagisawa

Preparadora vocal: Jaqueline Priston

Assessoria de imprensa: Ney Motta

Designer gráfica: Roberta de Freitas

Vídeos e fotos Belém: Leonardo Hallal

Assistente de direção: Jean Beppe

Assistente de figurino: Thiago Araújo

Contrarregra/Camareiro: Jan Terra

Operador de som e vídeo: Edmar da Rocha

Operador de luz: Marcos Billé

Consultoria – projeções: Rico Vilarouca

Administração financeira: Rodrigo Gerstner

Assistente de produção: Ana Beatriz Figueras

Produção executiva: Camila Vidal

Direção de produção: Estela Albani

Produção: Ativa Produções

Realização: Grupo 4 Pontas Produções Artísticas



2 comentários
  • Achei a peça muito bonita, mas alguns atores não atuam bem, o que dá uma comprometida em algumas cenas.. Mas é legal.

  • Fui indicado por um amigo da casa de Espanha para assistir a peça, e lhe agradeci muito.
    Apesar da pouca experiência de alguns atores, o empenho e a desenvoltura deles, trouxeram sem ultrapassar o limiar perigoso, existentes nas paixões proibidas do protagonista, o espetáculo encontrou o tom certo para construir as situações cada vez mais inusitadas por se tratar de uma história de época.
    Os atores estão no caminho certo para o amadurecimento e para conquistar o sucesso.

    Eu recomendo…..Parabéns

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