In on It

Sala Fernanda Montenegro

Um sensação de mistério permeia “In On It”, peça teatral escrita para dois atores em uma narrativa em espiral. Um homem escreve uma peça sobre alguém que sofre um acidente, dois amantes vêem seu amor terminar, e dois homens contam esta história. Dez personagens ganham vida na pele de Emilio de Melo e Enrique Diaz. A estrutura metalingüística encaminha a trama para um final surpreendente. “É um exercício, um jogo de dois, uma trama de cenas”, explica Diaz. Três camadas são apresentadas e fundidas durante o espetáculo: a peça (escrita por um dos personagens); o espetáculo, e o passado. A peça é a historia de Ray, que acontece com um estilo mais, digamos, teatral, do que os outros dois planos. O espetáculo é o que acontece “aqui e agora” – o presente – consiste principalmente na discussão entre os dois personagens (“Este aqui” e “Aquele ali”) acerca da peça e seu desenvolvimento e a relação entre eles. O passado fala de como a relação entre os dois personagens principais se iniciou e se desenvolveu. “Quando vi a peça em Nova Iorque, anos atrás, me pareceu imediatamente interessante: alguma coisa incompleta, mas que seduzia pela maestria no jogo dos níveis de interpretação e pela metalinguagem. Dois atores, atuações complexas e um universo poético muito sensível. Anos mais tarde, fui com “Ensaio.Hamlet” para o Under The Radar Festival, festival de artes onde o Daniel MacIvor se apresentou no ano seguinte. A partir daí comecei a costurar a possibilidade de montar a peça no Brasil” conta o diretor Enrique Diaz. Sinopse Há um acidente de carro envolvendo um Mercedes azul. O carro parece ter sido jogado para a outra pista, sem motivo aparente. “Esse aqui”, com a ajuda de “Aquele ali” representa as cenas de uma peça que ele escreveu sobre Ray, que supostamente dirigia o Mercedes azul. Ray fora informado pelo medico que sofria de uma doença grave. “Esse aqui” e “Aquele ali”, os dois personagens centrais, comentam as cenas, que envolvem ainda a mulher, o filho e o pai de Ray, e vão descobrindo implicações de suas vidas pessoais na obra escrita por “Esse aqui”. “A historia é a base do que acontece em cena, mas não necessariamente tem que ser entendida de forma exata pelo público. O autor diz isso no texto de apresentação. O público é convidado a compor a historia que quiser ou puder”, esclarece Diaz. Cenário A concepção de cenário é desnudar o teatro, deixando-o com as paredes descobertas, e usar apenas duas cadeiras. A ambientação será indicada por uma iluminação diferente para cada “realidade”. Os únicos objetos de cena serão: duas cadeiras, um casaco esportivo cinza, um lenço e um molho de chaves.


De: Daniel MacIvor Direção: Enrique Diaz Elenco: Emilio de Mello e Enrique Diaz Texto: Daniel MacIvor Tradução: Daniele Ávila Direção: Enrique Diaz Iluminação: Maneco Quinderé Cenografia: Domingos de Alcântara Figurino: Luciana Cardoso Trilha Sonora: Lucas Marcier Técnica: Alexander Valéria Campos Coreografia: Mabel Tude Programação Visual: Olívia Ferreira e Pedro Garavaglia / Radiográfico Fotografia: Dalton Valério Assistente de Direção e Edição Vídeos Internet: Pedro Freire Estagiária de Direção: Cécile Dano Iluminador Assistente: Leandro Barreto Assistente de Cenografia e de Divulgação Virtual: Rafael Medeiros Assistente de Figurino: Denise Tupynambá Assistentes de Programação Visual: Barbara Abbes e Monica Puga Diretor de Cena: Marcos Lesqueves Operador de Luz: Leopoldo Victor Operador de Som: João Neves Produção: Enrique Diaz



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