Jogo do Amor

Sala Fernanda Montenegro

Sofia é uma jovem cansada de homens iguais. Tiago nunca foi bom na arte de se relacionar. O primeiro encontro entre eles se dá num salão de bilhar. É aniversário de Tiago, que puxa conversa com cautela e bom humor. Sofia é dura na queda e está na defensiva. Começa ali um jogo de sedução cujas partidas irão para além daquelas paredes – e daquele tempo. Sofia e Tiago têm os receios e a ousadia típicos dos que tentam uma investida amorosa. E as partidas não serão fáceis. Os encontros entre eles são o mote de “Jogo do amor”, texto de Vítor Frad que Aline Riscado e Felipe Roque levam à cena em montagem dirigida por Carlos Bonow. A estreia é no dia 13 de janeiro na Sala Fernanda Montenegro do Teatro do Leblon.

Namorados na vida real, Aline e Felipe começaram no ano passado a alimentar a ideia de subirem juntos ao palco. E o texto de Frad era o que eles procuravam. O entusiasmo dos atores e seu entrosamento com o autor levaram-nos a chutar a bola. E o time começou a ser escalado. Foi de Frad a ideia de chamar Carlos Bonow para a direção cênica. Com 22 anos de uma carreira consolidada nos palcos e nas telas, o ator encara sua primeira direção teatral. Munido da premissa de que o amor é um jogo, lançou um olhar lúdico sobre esses (des)encontros.  O palco traz elementos como um picadeiro, uma gangorra, patins e bonecos, criados por Teca Fichinski.  Para reforçar esse clima, algumas cenas (as das passagens de tempo, sobretudo) são entremeadas pela canção “João e Maria”, de Chico Buarque, que ganhou de Gugu Peixoto, Diego Vivas e de Priscila Frade roupagens que vão da cantiga ao rock, podendo ser ouvida como um tango, dependendo da temperatura de cada embate amoroso.

E não são poucos esses embates. A montagem acompanha seis momentos que envolvem Sofia e Tiago. Se o tempo os afasta, o acaso faz com que se esbarrem numa nova esquina. Ou mesmo na livraria onde Tiago, escritor profissional, lança seu novo livro – não por acaso inspirado no seu encontro com Sofia. E a opinião de Sofia sobre a obra é o pretexto para um reencontro, seguido de outros tantos. Mas algo acaba sempre por impedir que o desejo entre os dois se consuma. Ou quase sempre…

Pois sim. Há a hora em que o apito final soa e a partida finda. Qual dos dois será o vencedor e o perdedor nesse jogo? Em se tratando de amor, o melhor é acabar em empate? O fim dessa história será revelado a cada encontro entre atores e plateia – encontro este que faz do teatro um jogo no qual a regra é entrar de corpo e alma.

 

 

 

 


Texto: Vítor Frad
Direção: Carlos Bonow
Elenco: Aline Riscado (Sofia) e Felipe Roque (Tiago)
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário e figurinos: Teca Fichinski
Direção musical: Gugu Peixoto, Diego Vivas e de Priscila Frade
Design gráfico: Stephano Matolla
Direção de produção: Joaquim Vidal

 



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