K – uma leitura d’ O Castelo

Sala Marília Pêra

Dando seqüência ao trabalho de pesquisa teatral junto à sua companhia, a “Cia Escola 2 Bufões”, o diretor Moacyr Góes estréia no dia 12 de junho próximo “K – uma leitura d’O Castelo” baseado no romance “O Castelo”, de Franz Kafka (1883-1924), obra inacabada escrita em 1922 e publicada após a sua morte. A adaptação é de Weydson Leal. No elenco estão Leon Góes, Carla Rosa, Ricardo Damasceno, Daniel Villas, Daniel Carneiro e Sergio Kauffmann, atores que participaram dos recentes espetáculos de Moacyr Góes – “Escola 2 Bufões – Silêncio dos Amantes” e “A Dança de Feliciano”. São muitas as leituras atribuídas à obra de Kafka – a incomunicabilidade, a solidão, a dificuldade em atribuir sentido ao absurdo do cotidiano, a opressão na relação entre indivíduo e Estado, a busca de uma dimensão metafísica. A encenação de Moacyr Góes elege uma leitura política sobre “O Castelo”. O diretor foi motivado pelo desejo de refletir sobre a batalha desigual entre o Estado e o indivíduo, entre a opressão de um Estado com características totalitárias e a supressão da liberdade individual. “Eu acredito na força do indivíduo como fonte de realização da vida. Quando ele é forçado a abrir mão de suas opiniões, seus desejos e sua individualidade para se inserir na maioria, ficam comprometidos o amor, a capacidade criativa e a atuação política.”, afirma o diretor. SINOPSE A peça, assim como o livro, conta a história de um topógrafo chamado K., que é contratado por um conde de uma aldeia (não especificada) para prestar seus serviços. Porém, a recepção dos aldeões revela-se um tanto sinistra. Depois de chegar e se instalar num albergue barato, K. decide ir ao Castelo comunicar sua chegada. Essa simples tarefa se torna um tormento. Por mais que tente, não consegue se aproximar do Castelo. Os personagens que cruzam o caminho de K. Desmentem-se, fornecem informações contraditórias, apresentam variadas interpretações de um mesmo fato, provocando um clima de confusão e névoa que acaba por lançar o topógrafo num labirinto intransponível. A ENCENAÇÃO O cenário de José Dias é formado por uma grande estrutura de metal, como uma grande caixa vazada, dentro da qual são construídas as cenas. Nesta estrutura há ganchos onde estão pendurados variados objetos de cena, retirados e recolocados em seus lugares de “repouso” de acordo com o transcorrer da ação. Há ainda uma grande mesa, cadeiras, e seis bonecos em tamanho natural, dispostos pela cena, representando os habitantes locais em sua apatia, ausência de vontade e conseqüente massificação. A música, especialmente composta, é de Ary Sperling; os figurinos de Carol Lobato; e a iluminação de Cézar Moraes. “CIA ESCOLA 2 BUFÕES” A montagem de “K – uma leitura d’O Castelo” marca a retomada dos trabalhos de Moacyr Góes junto à sua própria companhia teatral. É uma continuidade do processo de pesquisa cênica iniciado nos anos 1980 à frente da Cia de Encenação Teatral, quando inaugurou e ocupou o então Espaço III do Teatro Villa Lobos com montagens memoráveis como “Baal”, de Bertolt Brecht; “Escola de Bufões”, de Michel de Guelderode; e “Fausto”, de Goethe, entre outras. Com a “Cia Escola 2 Bufões” Moacyr já montou “O Silêncio dos Amantes”, “A Dança de Feliciano” e segue aprofundando seu trabalho de experimentação da cena com esta adaptação de “O Castelo”.


Texto Original: Franz Kafka Adaptação: Weydson Leal Encenação de Moacyr Góes Elenco / personagens: Leon Góes / K Carla Rosa Guidacci / dona do albergue, Frieda, Pepi, Mizzi, Olga Sérgio Kauffman / Momum, Barnabás, Arthur Ricardo Damasceno / dono da estalagem, gerente da estalagem dos senhores, prefeito Daniel Carneiro / Shwartzer, Jeremias Daniel Villas / Professor Cenografia: José Dias Figurino: Carol Lobato Visagismo: Beto Carramanhos Direção Musical: Ary Sperling Iluminação e Fotos: Cézar Moraes Assistente de Direção: Deborah Engiel Produção Executiva: Caroline Alcova Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany Programação Visual: Dely Bentes Site: Neila Tavares Assistente de Direção: Maria Paranaguá e Deborah Angiel



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