Minha Mãe é uma Peça

Sala Fernanda Montenegro

Minha mãe é uma peça é um espetáculo cuja autoria pertence ao intérprete da simpática Dona Hermínia o ator Paulo Gustavo. No entanto, sem desmerecer em nada o talento do autor, trata-se de uma peça que poderia ter sido escrita por qualquer brasileiro mais atento às loucuras e complexidades banais de sua própria mãe, o que já garante alguma identificação da platéia. Paulo capta, no texto, mas sobretudo nos jeitos e trejeitos de Dona Hermínia, a alma dessa mulher de meia idade, aposentada e sozinha cuja maior ocupação é justamente procurar o que fazer, uma vez que seus filhos estão crescendo e não precisam mais de seus excessivos cuidados e broncas. E não há nada que ocupe mais a cabeça de uma mãe do que problemas e preocupações. É este o universo da personagem que, na falta de trabalho e romance e entre uma conversa e outra com a tia idosa, a vizinha fofoqueira e a amiga confidente, quase enfarta por causa de um tênis que o filho deixou fora do lugar.

“Simpática Dona Hermínia”? Embora nossa heroína seja quase desagradável, acompanhar um dia de sua enfadonha e enlouquecida rotina já é suficiente para fazer-nos reconhecer na personagem nossas próprias mães, tias e todo tipo de mulher mais velha que inevitavelmente passeia por nossas vidas, despertando, assim, uma simpatia nossa por ela que de simpática não tem nada.


Elenco e Texto: Paulo Gustavo

Direção: João Fonseca

Assistente de Direção: Keli Freitas

Produtora Executiva: Kelly Goldoni

Cenário: Nello Marrese

Figurino: Patrícia Muniz

Luz: Dudu Nobre

Iluminação: Helinho

Som: Ju Amaral

Trilha Sonora: João Fonseca e Marco Novack

Técnica Vocal: Rose Gonçalves

Programação Visual: Junia Kall

Realização: Super Combinado Produções



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