O Filho Eterno

Sala Tônia Carrero

“O Filho Eterno”, que já encantou a muitos na forma literária, de Cristovão Tezza, e faturou cerca de oito prêmios literários nacionais e internacionais, ganhou adaptação teatral de Bruno Lara Resende e trouxe à tona emoções inesperadas na versão teatral, proposta pela Cia Atores de Laura. “O Filho Eterno” mostra a luta diária de um homem, vivido por Charles Fricks, sob a direção de Daniel Herz, que precisa lidar com as decepções que um filho pode trazer, focando no desafio de nossas limitações, sem perder o olhar elegante. Frases de impacto e inesperadas dão o tom poético dessa trama, em que vem a tona muitas questões que pensamos, mas que jamais teríamos coragem de dizer em voz alta. A chegada do primeiro filho com síndrome de down é apenas uma das diversas reflexões que envolvem a paternidade e são abordadas nessa já premiada história.


Texto: Cristovão Tezza

Adaptação: Bruno Lara Resende 

Direção: Daniel Herz

Elenco: Charles Fricks

Figurino: Marcelo Pies

Cenário: Aurora dos Campos

Direção Musical: Lucas Marcier

Iluminação: Aurélio de Simoni

Direção de Movimento: Márcia Rubin

Programação Visual: Radiográfico

Produção Executiva: Ana Lelis  e Juliana Moreira

Assistente de direção: Clarissa Kahane

Consultoria psicanalítica: Evelyn Disitzer

Consultoria de projeto: Márcia Dias

Direção Artística da Cia Atores de Laura: Daniel Herz



4 comentários
  • Sensacional. A CIA ATORES DE LAURA esbanja bom gosto, inteligência artística e uma capacidade inigualável de transformar seu público. A verdadeira peça é aquela que não termina quando se fecham as cortinas. E é exatamente desse jeito que saímos do teatro depois de assistir ‘O filho eterno’ – com vontade de comentar, debater, estudar e…amar melhor. Isso é teatro. Essa é a função da arte. Nos tornar refinados, capazes de ler e ouvir o outro. Meus sinceros parabéns a uma equipe que tem um propósito muito nobre e uma competência grandiosa na arte de expressar o coração. Em todas as peças que fazem, os atores de Laura esbanjam talento e sensibilidade. Um sincero agradecimento à todos esses mestres do teatro.

  • Mauricio Folsta disse 6 de janeiro de 2012 às 13:02

    Assiti a peça no final de 2011 e sai emocianado do teatro. A interpretação foi impecável, passando tal credibilidade e verdade que a nossa opnião a respeito do personagem vai se modificando. No inicio (talvez até hipocritamente) julgando o protagonista egoísta e imaturo, mas a medida que a narrativa acontece, passamos a compartilhar seus medos e fraquezas, entendendo-o e sentindo empatia.
    No final, a sensação é de que vivenciamos realmente todos os anos representados e enfim compreendemos que somos como ele.
    Nota 10.

  • Mauricio Folsta disse 6 de janeiro de 2012 às 13:10

    Assisti à peça no final de 2011 e sai emocionado do teatro. A interpretação foi impecável, passando tal credibilidade e verdade que a nossa opinião a respeito do personagem vai se modificando. No inicio (talvez até hipocritamente) julgando o protagonista egoísta e imaturo, mas à medida que a narrativa acontece, passamos a compartilhar seus medos e fraquezas, entendendo-o e sentindo empatia.
    No final, a sensação é de que vivenciamos realmente todos os anos representados e enfim compreendemos que somos como ele.
    Nota 10.

  • Gustavo Yamazaki disse 14 de janeiro de 2012 às 21:09

    O livro é sensacional (um dos melhores que já li nos últimos anos)! E pelos envolvidos na produção, creio que a peça seja igualmente impecável e sensível! Torcendo para que chegue logo em São Paulo, será um sucesso! Quando eu estiver no Rio, vou tentar conferir o espetáculo! Merda!

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