Vicente Celestino – A voz orgulho do Brasil

Sala Fernanda Montenegro

 Vicente Celestino representa, em toda a história de nossa música, a mais longa e ininterrupta carreira de intérprete sem jamais ver diminuída sua popularidade. Foram 54 anos de vida artística, se contados a partir de 1914, ano de sua estreia na Companhia do Teatro São José cantando a valsa Flor do Mal.
O espetáculo não é o que se pode chamar de um musical convencional. Depois de vários meses de pesquisa, o autor resolveu que queria mostrar mais da história deste brasileiro do que seus grandes sucessos. Por isso, a peça tem uma carga de dramaturgia mais intensa mostrando as várias facetas de Vicente: sua visão de mundo, a relação com a mulher, Gilda de Abreu, sua visão política. “Partimos das lembranças de um amigo, um militante político, um jornalista baiano identificado apenas como Pequeno (Pedro Garcia Netto). As canções aparecem como um elemento de marcação de tempo, além, é claro, da função de música. A história se passa entre 1908 e 1968. É teatro musicado e não um musical propriamente dito”.
Com experiência em vários musicais biográficos como Cauby, Cauby, Cole Porter e Abre Alas sobre a vida de Chiquinha Gonzaga, a atriz Stella Maria Rodrigues vive Gilda de Abreu na fase adulta (quando jovem ela é interpretada por Camila Caputti) e acredita que, além de mostrar a importância de Vicente e Gilda como artistas, o espetáculo conta também uma linda história de amor. “Eles foram um casal sem competição. Eram companheiros, se respeitavam. Gilda cantou até os 33 anos e depois foi inteligente o suficiente para perceber que a estrela era ele. Uma mulher independente que sabia se colocar. É uma história de amor de causar inveja a qualquer casal”, garante a atriz que leu dois livros sobre a vida de Vicente para compor a personagem. “Li Minha Vida com Vicente Celestino, escrito pela própria Gilda de Abreu, e Vicente Celestino, o Homem das Tempestades, do jornalista Guido Guerra. Nos dois dá pra perceber que Vicente tinha o charme dos seresteiros. É impossível resistir a um homem que chega pra você e diz: Boa noite flor das flores”.

 


Texto: Wagner Campos
Direção: Jacqueline Laurence
Elenco: Alexandre Schumacher, Stella Maria Rodrigues, Pedro Garcia Netto, Camila Caputti, Edmundo Lippi, Jaqueline Brandão, Bruno Ganem, André Rebustini e mais cinco músicos.
Cenários: José Dias
Direção musical: Wagner Campos
Figurinos: Ney Madeira
Luz: Rogério Wiltgen



7 comentários
  • Gostaria de saber quando este espetáculo virá para São Paulo. Quero levar minha mãe, pois aprendi a admirar Vicente Celestino com ela e meu pai. Seria uma forma de homenageá-los. Obrigada

  • Boa noite, Eliane.
    Vou encaminhar seu mail para a produção do espetáculo, para que eles te informem sobre o programa de viagens.
    Não deixe de assistir ao espetáculo, pois é maravilhoso!
    abs,

  • Joana Paranaguá disse 30 de junho de 2010 às 13:53

    Com todo o respeito com os excelentes profissionais envolvidos em Vicente Celestino, atores, direção e produção. Acho lamentável que um indivíduo como este Sr. Alexandre Schumacher permaneça no elnco deste espetáculo. Não falo do seu talento, pois é inegável, mas sim pelo seu caráter. Esta pessoa que fez o que fez, deveria estar cumprindo sua pena e não sendo aplaudido num lugar tão especial como o teatro. É impossivel que a produção Não consiga substituí-lo, com tantos bom atores e cantores no mercado. Eu acredito que o ser humano precisa ter chances de arrependimento e recuperação, mas tudo tem seu tempo e o tempo não era para aplausos.
    Espero que o espetáculo tenha vida longa e que todos tenham bom senso.

  • Flavio Rodrigues disse 1 de julho de 2010 às 19:24

    A peça tem um conteudo bom, uma grande montagem…porém fiquei decpcionado com a entrevista dado ao Jô Soares, o ator estava muito dispreparado, nervoso, e prejudicou a divulgação da montagem.

    Mais eu assistir e goste !!!

  • Antonio Fernando Pereira disse 17 de novembro de 2010 às 11:54

    Gostaria muito que essa peça viesse para São Paulo

  • Boa tarde, Esses dias eu ouvi no radio sobre a peça e queria saber se ela está em São Paulo, e se sim, queria saber aonde. Abç

  • Prezada Fabiana,

    A peça já não está em cartaz no Teatro das Artes SP. Mas continua em São Paulo Sim, no Teatro Anhembi Morumbi.

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