Oui, Oui… A França é aquí – A Revista do Ano

Teatro Fashion Mall - Sala I

Através da estrutura do teatro de revista, com números musicais e esquetes cômicos, o espetáculo retrata a influência francesa no Rio de Janeiro. A escolha do gênero para narrar essa “história-homenagem”, se dá pelo fato da Revista-de-ano ter surgido na França, no século XVIII, nas feiras de Saint-Laurent e Saint-Germain, em Paris. Seu criador, Lesage, não imaginava que a Revista se espalharia rapidamente pelo mundo durante a Belle époque, período em que a capital francesa era o centro cultural do mundo, ditando moda e costumes. Cinco anos após seu surgimento, a Revista-de-ano chegaria ao Brasil e encontraria em Arthur Azevedo a sua mais bela tradução.

Esse gênero de teatro conquistou a então capital federal, Rio de Janeiro, arrebatou platéias e se tornou um enorme sucesso de público. Começa assim a homenagem, ou exaltação, à influência francesa em nossa cidade. Mas essa influência não se deu apenas no teatro. Os hábitos e costumes, a música, a arquitetura, com a reforma do Rio de Pereira Passos e a criação do Theatro Municipal – uma réplica do Opéra - deram ao Rio, no início do século XX, a alcunha de Paris Tropical. Foi nesta época, também, que passou a ser chamada de Cidade Maravilhosa pela poetisa francesa Jean-Catulle Mendes. E, para coroar todo esse “afrancesamento”, descobrimos que até o santo padroeiro da cidade, São Sebastião, é de origem francesa.

 

A Revista-de-Ano caracterizava-se por passar em revista os fatos do ano que terminava. Tratava-se de uma resenha dos acontecimentos, teatralizada, musicada e com muito humor. Havia uma pequena história, um enredo tênue e ingênuo, mas flexível o bastante para desencadear o desfile dos principais fatos e figuras que se destacaram durante o ano. O enredo era desencadeado já no prólogo, que costumeiramente se dava numa região extraterrestre ou fora da cidade revistada durante o espetáculo. Havia uma dupla de apresentadores chamada de Compéres (ou Compadres). Un coup de théatre colocava um desses compadres em situação de perseguição, busca ou fuga. Iniciava-se, então, a ação de movimento. A correria pela cidade levava-os ao encontro de tipos e locais significativos para o público.


Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche
Direção: João Fonseca
Elenco: Gottsha, Ester Elias, Solange Badim, André Dias, Cristiano Gualda e   Gustavo Gasparani
Direção Musical: João Callado e Nando Duarte
Figurinos: Marcelo Olinto
Cenários:
Nello Marrese
Iluminação: Paulo César Medeiros
Coreografia: Sueli Guerra
Preparação Vocal: Pedro Lima
Programação visual: Paula Joory
Produção executiva: Alice Cavalcante e Renato Oliveira
Assessoria de imprensa: Marcelo Rocha
Idealização e Realização: Gustavo Gasparani



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