Thérèse Raquim

Teatro Fashion Mall - Sala II

Na França do século 19, Thérèse Raquin é uma história de adultério,
vingança e assassinato, baseada em livro de Émile Zola. Thérèse é casada com Camille. As coisas se complicam quando um amigo de Camille reaparece do passado para morar com o casal. Thérèse logo se interessa por Laurent, com quem passa a manter um caso extraconjugal.

Considerada hoje uma das mais importantes obras do naturalismo francês, Thérèse Raquin foi recebida com um escândalo no momento de sua publicação em 1867. Mas tamanha polêmica acabou sendo positivo para a carreira de Zola que, apesar de já ter publicado cinco romances antes, viu Thérèse Raquin se tornar a primeira grande obra de sua carreira.  Poucas vezes montada no Brasil, a peça de Émile Zola marca o início do naturalismo no qual o autor discute a necessidade de se produzir um estudo profundo da alma humana, fazendo uma cópia exata e minuciosa da vida, sem pudores ou
disfarces moralistas. “É uma peça diferente, que teve uma montagem brasileira  (protagonizada por Maria Della Costa com direção de Ruggero Jacobbi em
1948), nenhuma delas no Rio, e que considero uma ousadia da Limite montar. Uma peça que foi um escândalo na época, e que praticamente fundou o naturalismo no teatro. Zola tinha na cabeça que no teatro estava tudo muito falso, muito romanceado, e por isso Thérèse Raquin tem uma dureza, uma crueza que até hoje em dia funciona. Oautor questiona até que ponto o ser humano pode chegar, até que ponto ele é conseqüência do meio em que vive
e o que o leva a chegar a extremos. Ao mesmo tempo, o espetáculo tem um humor negro muito grande. O público acaba se divertindo com a maldade dos protagonistas e com o fato de que as pessoas em volta não percebem nada”, conta João Fonseca. Feliz com o quinto trabalho que realiza nesta temporada,
o diretor faz questão de frisar que “é uma honra ter sido convidado para dirigir uma peça de comemoração de 20 anos de uma Cia tão importante quanto a Limite151”.


Texto: Emile Zola

Tradução: Clara Carvalho

Direção: João Fonseca

Cenário: Natalia Lana e Nello Marrese

Figurinos: Ney Madeira, Daniela Vidal e Pati Faedo (Espetacular Produções de Artes)

Música original e direção musical: Wagner Campos

Iluminação: Rogério Wiltgen

Assessoria de Imprensa: Ana Gaio

Programação visual: JoãoCarlos Guedes

Fotos: Guga Melgar

Direção de Produção: Valéria Meirelles

Realização: Cia Limite 151

 

 ELENCO:  

Gláucia Rodrigues: THÉRÈSE RAQUIN

Lucci Ferreira: LAURENT

Edmundo Lippi: GRIVET

Janaína Prado: SUZANE

Rodolfo Mesquita: CAMILE

 Atriz convidada: Theresa Amayo – MADAME RAQUIN

Ator Convidado: Élcio Romar – MICHAUD



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